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	<title>Átomo Capital Partners</title>
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	<title>Átomo Capital Partners</title>
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		<title>PNEC 2030: sem dúvida, mais ambicioso, mas será realista?</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 10:37:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo submeteu no passado mês de Julho a consulta pública a mais recente revisão do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030), um plano que define a política de transição energética para o nosso país até 2030. Esta nova versão traz consigo metas mais ambiciosas no que diz respeito à diminuição das emissões [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1856" aria-describedby="caption-attachment-1856" style="width: 133px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-1856" src="https://atomocapitalpartners.com/wp-content/uploads/2023/07/Miguel-Subtil-corte-para-site-300x300.jpg" alt="Miguel Subtil" width="133" height="133" title="PNEC 2030: sem dúvida, mais ambicioso, mas será realista? 1"><figcaption id="caption-attachment-1856" class="wp-caption-text"><strong>Miguel Subtil</strong>, Managing Director</figcaption></figure>
<p>O Governo submeteu no passado mês de Julho a consulta pública a mais recente revisão do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030), um plano que define a política de transição energética para o nosso país até 2030.</p>
<p>Esta nova versão traz consigo metas mais ambiciosas no que diz respeito à diminuição das emissões de gases com efeito de estufa, que têm agora como objetivo uma redução de 55% até 2030 (sendo que o intervalo anterior estava definido de 45 a 55%). Por outro lado, é também traçada uma nova meta para o aumento da quota das energias renováveis no consumo de energia, que passa de 47% para 51%.</p>
<p>Mas será que estas metas são exequíveis? O que é que o Governo propõe fazer para lá conseguirmos chegar?</p>
<p>Ainda que a Ministra do Ambiente e da Energia assuma esta pasta como uma prioridade, destacando o potencial do país no âmbito das energias renováveis e o retorno que isso pode trazer ao nosso país a nível de crescimento económico, criação de empregos e competitividade, será que estas metas são reais?</p>
<p>O nosso país enfrenta alguns desafios, essencialmente, ligados à capacidade de armazenamento de energia e à ligação à Europa. De pouco nos vale conseguir aumentar a produção de energia renovável se não a conseguirmos armazenar ou exportar, sendo certo que há empenho do executivo nestes temas quer na negociação das interligações quer no apoio PRR aos investimentos em baterias.</p>
<p>Os dados divulgados no final de 2023 sobre a potência instalada, mostram que quer no solar fotovoltaico, quer no eólico <em>onshore </em>e <em>offshore</em>, estamos ainda muito abaixo do que eram os objetivos previstos e que nos permitiriam atingir as metas definidas. Conseguiremos recuperar e aumentar de tal forma a capacidade instalada?</p>
<p>Um dos desafios para esta concretização já está, e bem, identificado pelo próprio Ministério: o licenciamento. A recém-criada Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis 2030 terá aqui um papel fundamental, ao poder contribuir (ou não) para uma aceleração real e prática dos processos de licenciamento que, no âmbito das energias renováveis, são sempre morosos e fazem muitos investidores desistirem antes mesmo de começarem.</p>
<p>Não restam dúvidas da urgência da descarbonização da economia nacional, nem de que esse caminho passa muito pela aposta nas energias renováveis, mas também é certo que em Portugal continuamos com níveis baixos de eficiência energética e com um parque imobiliário antiquado e de pouca qualidade. Por outro lado, precisamos também de olhar para os enormes desafios que nos coloca um mercado grossista marginalista que, a manter-se, poderá afastar futuros investimentos em renováveis.</p>
<p>A definição destas metas mais ambiciosas deixa nos principais players do setor um sentimento otimista, por acreditarem que o Governo poderá estar mesmo disponível para a tão necessária aposta nesta área. Temos todos de fazer com que aconteça!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Artigo de opinião de <strong>Miguel Subtil</strong> – Managing Director, publicado no <a href="https://www.ambientemagazine.com/opiniao-pnec-2030-sem-duvida-mais-ambicioso-mas-sera-realista/" target="_blank" rel="noopener">Ambiente Magazine</a>, dia 08 de agosto de 2024.</em></p>
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		<title>&#8220;Através de sistemas de autoconsumo, as PME podem reduzir drasticamente os custos energéticos&#8221; &#8211; José Campos e Sousa</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 09:47:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160; Por um mundo mais verde e descarborizado, a Átomo Capital Partners desenvolve projetos para grandes investidores ou produtores de energia renováveis em Portugal. No caso das Pequenas e Médias Empresas (PME), apesar do investimento inicial, “ao gerarem a sua própria energia através de sistemas de autoconsumo, as PME podem reduzir drasticamente os custos energéticos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1468" aria-describedby="caption-attachment-1468" style="width: 150px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-1468 size-thumbnail" src="https://atomocapitalpartners.com/wp-content/uploads/2023/02/Jose-Campos-e-Sousa-1-e1678285066326-150x150.webp" alt="José Campos e Sousa" width="150" height="150" title="&quot;Através de sistemas de autoconsumo, as PME podem reduzir drasticamente os custos energéticos&quot; - José Campos e Sousa 2"><figcaption id="caption-attachment-1468" class="wp-caption-text"><strong>José Campos e Sousa</strong> &#8211; Business Development</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por um mundo mais verde e descarborizado, a Átomo Capital Partners desenvolve projetos para grandes investidores ou produtores de energia renováveis em Portugal.</strong></p>
<p>No caso das Pequenas e Médias Empresas (PME), apesar do investimento inicial, “ao gerarem a sua própria energia através de sistemas de autoconsumo, as PME podem reduzir drasticamente os custos energéticos, diminuindo assim a sua dependência da rede eléctrica convencional”, afirma José Campos e Sousa, Business Development da Átomo Capital Partners, em entrevista à PME Magazine.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>PME Magazine (PME Mag.) – Como surgiu e como funciona a Átomo Capital Partners?</strong></h2>
<p><strong>José Campos e Sousa (J. C. S.) –</strong> A Átomo Capital Partners surge da vontade de participar activamente no sector da energia, especialmente numa altura em que se verificou uma significativa revolução no paradigma energético. O ponto de partida para a Átomo materializou-se com a percepção das grandes oportunidades geradas por ocasião dos primeiros leilões solares de 2019, tendo a equipa começado a envolver-se ainda numa fase anterior de preparação e antecipação desses procedimentos competitivos.</p>
<p>Os leilões não só abriram portas para a entrada de novos<em> players</em> como também contribuíram, de certo modo, para a democratização do sector, atraindo o interesse de uma gama mais ampla de entidades, para além das grandes<em> utilities</em> que historicamente dominavam o mercado. Nesse contexto, a Átomo surge com o propósito e a ambição de auxiliar os investidores internacionais e Independent Power Producers (IPP) no desenvolvimento integrado desses projectos, oferecendo, numa óptica de <em>one stop shop</em>, o conhecimento e o <em>know-how</em> de uma equipa multidisciplinar com muitos anos de experiência no desenvolvimento de projectos de grande escala.</p>
<p><strong>A Átomo tem consolidado a sua posição como um parceiro de grande valor, desempenhando um papel significativo como <em>developer</em> de projetos, não apenas de grande escala (solar, eólica, hidrogénio e baterias), mas também no campo do autoconsumo</strong>. Nesse campo, a nossa abordagem é fundamentada na aplicação da vasta experiência no desenvolvimento de projectos de produção de energia, para atender às necessidades específicas de consumidores comerciais e industriais, reconhecendo o significativo potencial para optimizar a eficiência energética, reduzir custos, aumentar a competitividade das empresas e contribuir para a descarbonização da economia.</p>
<h2><strong><br />
PME Mag. – Quais são as vantagens e os benefícios do autoconsumo solar para as PME?</strong></h2>
<p><strong>J. C. S. – Ao gerarem a sua própria energia através de sistemas de autoconsumo, as PME podem reduzir drasticamente os custos energéticos</strong>, diminuindo assim a sua dependência da rede elétrica convencional. <strong>Apesar do investimento inicial nestes sistemas poder parecer elevado, na realidade ele traduz-se em poupanças significativas a longo prazo.</strong> Com períodos de retorno reduzidos e uma vida útil média entre os 25 e os 30 anos, as centrais de autoconsumo oferecem uma vantagem adicional relacionada com a previsibilidade e estabilidade nos custos. Isso permite que as PME tenham uma visão mais clara e consistente dos seus encargos energéticos a longo prazo, tornando-as menos suscetíveis às flutuações nos preços dos combustíveis fósseis e nas tarifas de eletricidade.</p>
<p>Para as empresas que não possuem capacidade para realizar o investimento inicial, ou que optam, por motivos estratégicos, por não o fazer, <strong>a Átomo oferece soluções de autoconsumo sem necessidade de investimento por parte dos clientes</strong>. Desenvolvemos e fornecemos centrais de autoconsumo na modalidade PPA (Power Purchase Agreement), onde é acordado um preço por kWh indexado ao consumo efetivo de energia proveniente da central. Isso proporciona uma alternativa viável para empresas que desejam aproveitar os benefícios do autoconsumo solar sem comprometer os seus recursos financeiros.</p>
<p>Além dos evidentes benefícios económicos, há uma forte dimensão reputacional em jogo. <strong>Incorporar soluções de energia solar demonstra um compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental</strong>, o que pode representar uma vantagem competitiva significativa num mercado cada vez mais consciente destas questões. Isto pode levar a uma valorização da marca e da imagem corporativa das empresas, contribuindo para uma melhoria da reputação perante fornecedores e clientes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>PME Mag. – Existe algum regime de benefícios financeiros e fiscais para promover a implementação de energias renováveis por parte das PME?<br />
</strong></h2>
<p><strong>J. C. S. – </strong>O Governo Português tem desempenhado um importante papel na promoção da transição energética e na descarbonização da indústria, especialmente através de programas como o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Nos últimos anos, <strong>têm sido disponibilizados subsídios e subvenções especificamente direccionados às pequenas e médias empresas, com o intuito de incentivar investimentos e projectos mais sustentáveis que permitam aumentar a competitividade do tecido empresarial</strong>.</p>
<p>Actualmente, embora não haja procedimentos abertos e se verifique pouca visibilidade sobre o lançamento iminente de novos avisos, é importante destacar que o apoio governamental permanecerá vital para impulsionar a descarbonização do sector empresarial.</p>
<p>Quanto aos incentivos financeiros, várias instituições financeiras têm disponibilizado empréstimos com taxas de juro mais favoráveis para investimentos considerados sustentáveis. Estes empréstimos oferecem às PME a oportunidade de realizar investimentos em energia renovável, eficiência energética e outras iniciativas sustentáveis, com condições financeiras mais acessíveis e vantajosas.</p>
<p>É fundamental que as empresas estejam atentas às oportunidades de financiamento e apoio disponíveis, mesmo que não haja lançamento iminente de novos programas. Manter-se informado sobre as políticas governamentais e estar em contacto com instituições financeiras pode ser crucial para conseguir aproveitar essas oportunidades quando elas surgirem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>PME Mag. – Que retorno financeiro pode ter uma PME com um projeto de autoconsumo?<br />
</strong></h2>
<p><strong>J. C. S. – </strong>O retorno financeiro de um projecto de autoconsumo para uma PME pode variar dependendo de vários factores, incluindo a dimensão do sistema instalado, o padrão de consumo de energia da empresa, o custo inicial do investimento e o custo actual da energia contratada com o comercializador. Contudo, <strong>geralmente, os projectos de autoconsumo oferecem um retorno financeiro bastante atractivo a médio e longo prazo</strong>.</p>
<p>Em termos gerais, o retorno de um projecto de autoconsumo pode ser calculado com base nas economias geradas pela redução dos custos com energia eléctrica da empresa. <strong>Com base nos projectos que temos desenvolvido na Átomo é possível atingir, em média, poupanças na factura de energia na ordem dos 20% a 30%</strong>.</p>
<p>Essas economias são alcançadas principalmente pela redução ou eliminação da necessidade de comprar energia eléctrica à rede, substituindo-a pela electricidade gerada no próprio local de consumo. Nos casos em que há excedente, é também possível injectá-lo na rede, conseguindo-se dessa forma uma remuneração adicional pela energia que não é autoconsumida, ainda que não seja esse o principal objectivo deste tipo de projectos. <strong>É importante ressaltar que o retorno financeiro de um projeto de autoconsumo não se limita apenas às economias directas nos custos com energia, podendo também incluir benefícios intangíveis, como uma imagem corporativa mais sustentável e responsável</strong>, potencialmente resultando numa maior fidelização de clientes e numa vantagem competitiva no mercado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Entrevista de <strong>José Campos e Sousa – </strong>Business Development, publicado na <a href="https://pmemagazine.sapo.pt/atraves-de-sistemas-de-autoconsumo-as-pme-podem-reduzir-drasticamente-os-custos-energeticos-jose-campos-e-sousa/" target="_blank" rel="noopener">PME Magazine,</a> dia 4 de junho de 2024.</em></p>
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		<title>Eletricidade a custo zero!?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ines]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 11:27:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
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					<description><![CDATA[Nas últimas semanas, muitas têm sido as notícias sobre os preços da eletricidade e a forma de funcionamento do mercado grossista. A verdade é que o mês de abril tem sido marcado por uma sucessão de acontecimentos inéditos no mercado de eletricidade: os preços grossistas médios estão em mínimos históricos de vários anos, assistimos a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1856" aria-describedby="caption-attachment-1856" style="width: 133px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-1856" src="https://atomocapitalpartners.com/wp-content/uploads/2023/07/Miguel-Subtil-corte-para-site-300x300.jpg" alt="Miguel Subtil" width="133" height="133" title="Eletricidade a custo zero!? 3"><figcaption id="caption-attachment-1856" class="wp-caption-text">Miguel Subtil, Managing Director</figcaption></figure>
<p>Nas últimas semanas, muitas têm sido as notícias sobre os preços da eletricidade e a forma de funcionamento do mercado grossista.</p>
<p>A verdade é que <strong>o mês de abril tem sido marcado por uma sucessão de acontecimentos inéditos no mercado de eletricidade</strong>: os preços grossistas médios estão em mínimos históricos de vários anos, assistimos a preços negativos pela primeira vez, vemos produtores a pagar para injetar eletricidade na rede e centrais solares a parar de produzir.</p>
<p>Mas o que explica tudo isto e serão estas boas ou más notícias?</p>
<p>Lamentavelmente, não há uma resposta simples.</p>
<p>A queda dos preços grossistas é em muito explicada pela <strong>produção acima da média de energia com origem renovável</strong>, sobretudo hídrica e eólica. Em Portugal, no primeiro trimestre de 2024, a energia renovável abasteceu 89% do consumo, o valor mais elevado desde 1978 para este trimestre. Isto ajuda a perceber por que motivo março teve o preço médio mais baixo no mercado grossista de eletricidade em quase quatro anos. A juntar a isto, começámos abril com um novo marco histórico: <strong>a 5 de abril, o Mibel (mercado ibérico de eletricidade, criado em 2007), registou pela primeira vez preços negativos</strong>. O que é que isto significa? Que <strong>houve produtores dispostos a pagar para injetar eletricidade na rede</strong> (tipicamente, são centrais termoelétricas, nas quais os custos de parar a produção são mais elevados do que pagar o preço negativo durante algumas horas para continuarem a operar). Por outro lado, neste dia houve também outro acontecimento inédito: <strong>várias centrais solares pararam de produzir durante algumas horas, para equilibrar o excesso de produção face ao consumo existente</strong>. Se durante muitos anos não aproveitávamos a energia solar porque não tínhamos como o fazer, em 2024 temos excelentes condições para produzir eletricidade a partir da energia solar, mas temos as centrais a parar, por não termos o que fazer com tanta produção. <strong>Vivemos, com isto, um momento marcante no mercado da eletricidade, que nos obriga a pensar sobre o futuro da energia, a sua produção e o seu consumo</strong>.</p>
<p>Perante isto, o que se pode esperar nos próximos meses? Muito provavelmente, fruto das condições meteorológicas, continuaremos com elevados níveis de produção de energias renováveis em abril e maio, pelo que continuaremos com preços grossistas na Península Ibérica muito baixos. Ainda assim, <strong>espera-se que no 2º semestre comece a haver uma estabilização, e os valores aumentem, ainda que mais baixos do que a média de 2023</strong>.</p>
<p>Se estes factos podem representar boas notícias para as famílias que tenham tarifas indexadas de eletricidade, ao verem as suas faturas de eletricidade reduzir, é inegável que representam também uma mudança no paradigma do mercado, que nos deve dar que pensar e olhar com expectativa para o que será o futuro do mercado grossista de eletricidade a nível nacional, ibérico e europeu.</p>
<p>Finalmente é importante salientar que <strong>a produção de eletricidade tem um custo, evidentemente, e que é bem diferente de zero</strong>.</p>
<p><strong>Isto representa um problema que terá de ser enfrentado com urgência e coragem</strong>, pois dificilmente se encontrarão investidores interessados em projetos com remuneração tão baixa ao longo da vida útil que não compense o investimento inicial.</p>
<p><strong>É um tema muito sério, que interessa a todos, de produtores a consumidores finais, e dará muito que falar nos próximos tempos</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Artigo de opinião de <strong>Miguel Subtil</strong> – Managing Director, publicado no <a href="https://www.ambientemagazine.com/opiniao-eletricidade-a-custo-zero/?utm_source=mailpoet&amp;utm_medium=email&amp;utm_source_platform=mailpoet" target="_blank" rel="noopener">Ambiente Magazine</a>, dia 23 de abril de 2024.</em></p>
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		<title>Autoconsumo: Ambições e Desafios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Neuza Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 11:02:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
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					<description><![CDATA[Os desafios que permeiam a transição energética são ingredientes fundamentais que moldam uma narrativa em evolução. As complexidades inerentes ao desenvolvimento de uma infraestrutura assente nos renováveis assumem, por vezes, o papel de elementos dramáticos num enredo promissor, cheio de ambições, aspirações e uma boa dose de problemas. No que toca às ambições e aspirações, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1468" aria-describedby="caption-attachment-1468" style="width: 150px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1468 size-thumbnail" src="https://atomocapitalpartners.com/wp-content/uploads/2023/02/Jose-Campos-e-Sousa-1-e1678285066326-150x150.webp" alt="José Campos e Sousa" width="150" height="150" title="Autoconsumo: Ambições e Desafios 4"><figcaption id="caption-attachment-1468" class="wp-caption-text"><strong>José Campos e Sousa</strong> -Business Development</figcaption></figure>
<p>Os desafios que permeiam a transição energética são ingredientes fundamentais que moldam uma narrativa em evolução. As complexidades inerentes ao desenvolvimento de uma infraestrutura assente nos renováveis assumem, por vezes, o papel de elementos dramáticos num enredo promissor, cheio de ambições, aspirações e uma boa dose de problemas.<br />
No que toca às ambições e aspirações, <strong>Portugal tem estado na vanguarda da incorporação das directivas europeias nas políticas energéticas nacionais, demonstrando grande compromisso com o cumprimento das metas traçadas a nível europeu</strong>. Em 2019, como um dos primeiros Estados-Membros a transpor a Directiva das Energias Renováveis (REDII), <strong>lançou as bases do autoconsumo colectivo e das comunidades de energia renovável (CER) refinadas posteriormente no DL 15/2022 que lhes concedeu direitos explícitos, atribuindo-lhes capacidades de produção, consumo, partilha, armazenamento e venda de energia excedente.</strong></p>
<p><strong>Os méritos e os benefícios do autoconsumo de energia serão já sobejamente reconhecidos por todos</strong>. As vantagens para o autoconsumidor são claras e a equação que o coloca no centro do debate sobre a transição energética tem potenciado o rápido crescimento deste tipo de solução. Para além das evidentes poupanças potenciadas pelos reduzidos custos da tecnologia, <strong>o autoconsumo incute também um sentido de controlo e independência, aliviando os consumidores das incertezas do mercado associadas às fontes de energia convencionais e representando uma clara mudança de paradigma, já que a abordagem descentralizada, mais que uma mera estratégia financeira, simboliza uma redefinição estrutural do próprio sistema eléctrico e da relação dos consumidores com a energia.</strong><br />
Isto é particularmente evidente quando se fala em CER, uma vez que incorporam mudanças estruturais face aos modelos convencionais, colocando ao nível local, indivíduos, empresas e autoridades, conjuntamente, ao comando dos seus destinos.</p>
<p>Além dos domínios económico e ambiental, <strong>as CER são também um importante instrumento de coesão social que permite dar resposta aos desafios das comunidades, contribuindo para o seu desenvolvimento, para o combate à pobreza energética e, consequentemente, para uma maior aceitação social das tecnologias renováveis e do reconhecimento dos seus benefícios a longo prazo.</strong> A participação dos cidadãos no mercado da energia é, portanto, uma pedra angular no que diz respeito ao fortalecimento e resiliência dos sistemas energéticos locais acabando também por contribuir positivamente para os esforços de transição a nível nacional.</p>
<p>Mas nem tudo são facilidades. <strong>O bottleneck do licenciamento apresenta-se como um desafio para o qual se requer atenção imediata</strong>. Muitas das comunidades em funcionamento, na verdade, não o são. Pelo menos para já. A morosidade dos procedimentos têm impedido a implementação generalizada destas iniciativas tornando-se imperativo, para que se realize plenamente o potencial transformador das CER, capacitar as entidades licenciadoras com recursos que garantam processos mais expeditos e menos burocráticos.</p>
<p><strong>Uma abordagem mais ágil e eficiente irá certamente facilitar a implementação destas iniciativas bem como fortalecer a confiança dos investidores, promovendo um ecossistema mais propício ao desenvolvimento destes projectos.</strong> À medida que se celebram os progressos alcançados é imperativo olhar para o futuro com uma visão mais ampla e crítica e abraçar a colaboração entre todas as partes interessadas. <strong>A descarbonização exige esforços conjuntos, das comunidades locais às entidades governamentais, que sublinhem o compromisso com uma paisagem energética verdadeiramente democratizada e resiliente</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo de Opinião de <strong>José Campos e Sousa</strong>, <em>Business Development</em>, publicado na <a href="https://www.ambientemagazine.com/opiniao-autoconsumo-ambicoes-e-desafios/" target="_blank" rel="noopener">Ambiente Magazine</a> no dia 15 de Janeiro 2024.</p>
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		<title>A Necessidade de Baterias na Produção em Grande Escala: Soluções Inovadoras e Regulamentação Necessária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Neuza Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Nov 2023 14:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
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					<description><![CDATA[A transição para fontes de energia renovável é um marco significativo na busca por um futuro energético mais sustentável. No entanto, este avanço não está isento de desafios. A intermitência nas fontes de energia solar e eólica gera momentos de excesso e carência de eletricidade, um problema que pode ser eficazmente resolvido com a implementação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1856" aria-describedby="caption-attachment-1856" style="width: 150px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1856 size-thumbnail" src="https://atomocapitalpartners.com/wp-content/uploads/2023/07/Miguel-Subtil-corte-para-site-150x150.jpg" alt="Miguel Subtil" width="150" height="150" title="A Necessidade de Baterias na Produção em Grande Escala: Soluções Inovadoras e Regulamentação Necessária 5"><figcaption id="caption-attachment-1856" class="wp-caption-text">Miguel Subtil, Managing Director</figcaption></figure>
<p>A transição para fontes de energia renovável é um marco significativo na busca por um futuro energético mais sustentável. No entanto, este avanço não está isento de desafios. A intermitência nas fontes de energia solar e eólica gera momentos de excesso e carência de eletricidade, um problema que pode ser eficazmente resolvido com a implementação de sistemas de armazenamento de energia em grande escala.</p>
<p>As baterias podem estar ‘<em>co-localizadas’</em> em centrais solares e eólicas que desempenham um papel crucial na estabilização da rede elétrica. Durante períodos de elevada produção, o excedente de eletricidade, acima da capacidade de injeção na rede, é armazenado nestas baterias. Quando existe disponibilidade na rede e a produção não consegue dar resposta, as baterias entram em ação, fornecendo energia suplementar. Esta ação é essencial para assegurar um fornecimento de eletricidade contínuo e estável.</p>
<p>Além do armazenamento, as baterias <em>‘co-localizadas’</em> são multifuncionais. Elas têm ainda a capacidade de regular a frequência da eletricidade que flui na rede, proporcionando um elemento de controle crucial para a estabilidade do sistema elétrico. Adicionalmente, são capazes de mitigar flutuações abruptas, garantindo uma transição suave entre picos de procura e produção.</p>
<p>Existe ainda, por outro lado, a possibilidade de instalar equipamentos de grandes dimensões de forma isolada (<em>Stand Alone</em>), podendo desempenhar um papel crucial na estabilidade do sistema elétrico. São unidades independentes das centrais de geração, mas estão diretamente ligadas à rede elétrica. Em momentos de emergência, como uma subida abrupta na procura, as baterias entram em ação, fornecendo energia de forma instantânea até que a produção regular possa ser ajustada.</p>
<p>Estas baterias podem ser estrategicamente posicionadas em pontos críticos da rede, assegurando uma resposta rápida e eficaz em situações de crise. Esta capacidade de resposta imediata é essencial para evitar interrupções no fornecimento de eletricidade e manter a estabilidade da rede.</p>
<p>Em alguns países, os serviços de sistema são componentes críticos para manter a estabilidade e a confiabilidade do sistema elétrico, nomeadamente:</p>
<p><strong>Regulação de Frequência:</strong> Este serviço é responsável por manter a frequência da rede elétrica dentro de limites aceitáveis. Em caso de flutuações, os operadores de baterias podem fornecer ou absorver energia para estabilizar a frequência.</p>
<p><strong>Reserva de Capacidade:</strong> Envolve a disponibilidade imediata de capacidade adicional em caso de picos inesperados na procura de eletricidade ou falhas súbitas na geração.</p>
<p><strong>Resposta à Procura:</strong> Consiste em ajustar a produção ou o consumo de eletricidade em resposta a sinais de mercado ou a eventos inesperados para manter o equilíbrio entre procura e produção.</p>
<p><strong>Gestão de Tensão: </strong>Garante que a voltagem na rede elétrica se mantenha dentro dos limites seguros, mesmo em situações de variações na procura ou produção.</p>
<p>Para que o investimento em baterias seja atrativo e sustentável, é crucial estabelecer um quadro regulamentar claro e eficaz. Isso inclui a definição de tarifas justas para os serviços prestados pelas baterias, bem como a garantia de que os investidores recebam uma remuneração adequada pelo seu papel na estabilidade da rede.</p>
<p>Ao olharmos para além das nossas fronteiras, podemos observar exemplos inspiradores noutros países. Através de políticas favoráveis e incentivos financeiros, alguns países têm impulsionado a adoção de baterias em larga escala.</p>
<p>A implementação deste tipo de sistemas em Portugal é viável e pode ser benéfica para o sistema elétrico nacional. Com a crescente integração de energias renováveis intermitentes, como a solar e eólica, a necessidade de serviços de sistema torna-se cada vez mais importante para garantir a estabilidade da rede.</p>
<p>No entanto, é crucial considerar as particularidades do mercado elétrico português e adaptar o modelo de remuneração às características locais. Isso pode envolver a consulta e colaboração entre reguladores, operadores de rede e investidores em soluções de armazenamento e produção de energia.</p>
<p>A implementação de remuneração de serviços de sistema em Portugal não apenas fortaleceria a resiliência da rede elétrica, mas também abriria oportunidades para investimentos no setor de armazenamento de energia, contribuindo para a transição para um sistema elétrico mais limpo e sustentável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Artigo de Opinião de <strong>Miguel Subtil</strong>, <em>Managing Director</em> da Átomo, publicado na <a href="https://www.ambientemagazine.com/opiniao-a-necessidade-de-baterias-na-producao-em-grande-escala-solucoes-inovadoras-e-regulamentacao-necessaria/" target="_blank" rel="noopener">Ambiente Magazine</a> no dia 15 de novembro 2023.</p>
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		<title>Átomo Capital Partners muda de escritórios e com uma vista soberba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Neuza Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 10:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade no Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
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					<description><![CDATA[A Átomo Capital Partners mudou as suas instalações em Lisboa para o Edifício ARCIS na Rua Ivone Silva, perto da conhecida Estação de Entrecampos. Este novo local de trabalho concretiza uma vontade de melhoria significativa da qualidade do espaço de trabalho proporcionado aos seus colaboradores. &#160; De acordo com Miguel Subtil, Managing Director da Átomo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1856" aria-describedby="caption-attachment-1856" style="width: 150px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1856 size-thumbnail" src="https://atomocapitalpartners.com/wp-content/uploads/2023/07/Miguel-Subtil-corte-para-site-150x150.jpg" alt="Miguel Subtil" width="150" height="150" title="Átomo Capital Partners muda de escritórios e com uma vista soberba 6"><figcaption id="caption-attachment-1856" class="wp-caption-text">Miguel Subtil, Managing Director</figcaption></figure>
<p>A<strong> Átomo Capital Partners mudou as suas instalações</strong> em Lisboa para o <strong>Edifício ARCIS na Rua Ivone Silva</strong>, perto da conhecida Estação de Entrecampos. Este novo local de trabalho concretiza uma vontade de melhoria significativa da qualidade do espaço de trabalho proporcionado aos seus colaboradores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com <strong>Miguel Subtil</strong>, <em>Managing Director</em> da Átomo Capital Partners, “Esta mudança era essencial para acompanhar o crescimento do negócio e consequentemente da equipa que neste último ano quase duplicou. Estamos muito satisfeitos com este novo espaço de trabalho, e ainda mais pelas razões que nos levam a esta mudança. Que seja sempre assim, e agora ainda mais preparados para recebermos os nossos clientes que poderão disfrutar connosco de uma vista de quase 360º sobre Lisboa”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Edifício ARCIS goza de uma localização privilegiada entre o Campo Pequeno e Entrecampos, com muitos pontos de acesso a vários transportes públicos – Comboio, Metro e Autocarro –oferta de bicicletas e trotinetes elétricas e acesso às principais avenidas da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para além das acessibilidades, a oferta de serviços (ginásios, lavandarias, supermercados, farmácias, centros comerciais, etc.) e restauração também é bastante rica e diversificada, permitindo assim que o tão afamado “worklife-balance” seja mais facilmente alcançado.</p>
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		<title>“A transição energética tem custos, mas está associada a enormes oportunidades”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Neuza Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 11:08:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade no Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
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					<description><![CDATA[A Átomo Capital Partners tornou-se num player de relevo no setor da energia renovável e da sustentabilidade. Nasceu com a ambição de contribuir para a descarbonização da economia e é hoje uma empresa constituída por uma equipa multidisciplinar que auxilia em todo o processo de desenvolvimento até à fase ready to build. Miguel Subtil, managing director da ÁTOMO Capital Partners, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><strong>A Átomo Capital Partners tornou-se num <em>player</em> de relevo no setor da energia renovável e da sustentabilidade. Nasceu com a ambição de contribuir para a descarbonização da economia e é hoje uma empresa constituída por uma equipa multidisciplinar que auxilia em todo o processo de desenvolvimento até à fase <em>ready to build</em>.</strong></h5>
<p>Miguel Subtil, <em>managing director</em> da ÁTOMO Capital Partners, em entrevista à PME Magazine, conta quais os projetos que a empresa tem implementado e de que modo estes podem ajudar as PME em Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PME Magazine (PME Mag.) –</strong> <strong>Com que objetivo foi criada a ÁTOMO Capital Partners?</strong></p>
<p>Miguel Subtil (M.S.) – Foi criada com o objetivo de ser parte ativa no processo de transição energética e do desenvolvimento sustentável. As empresas têm de ter um propósito, um desígnio. Acreditamos que não tem de haver um <em>trade-off</em> entre ter um impacto positivo na sociedade <em>versus</em> retorno financeiro. O maior desafio que temos enquanto comunidade global é perceber como conseguiremos continuar a melhorar as nossas condições de vida, num planeta com recursos finitos, uma população global em crescimento acelerado e em emergência climática. Estava encontrado o nosso propósito, a nossa missão, que materializamos em quatro áreas de negócio – <em>Utility Scale</em> (Grandes projetos de produção de energia), <em>Energy as a Service</em> (dedicado ao autoconsumo e comunidades de energia), <em>Electric Mobility</em> e <em>Real Estate Sustainability</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PME Mag. –</strong> <strong>Quais os projetos que têm implementado e que investimentos têm feito relativamente ao setor da energia renovável e da sustentabilidade?</strong></p>
<p>M.S. – Os grandes projetos de produção de energia renovável de grande escala (<em>Utility Scale</em>), que desenvolvemos com investidores e produtores independentes de energia (IPP) são os mais representativos pela sua dimensão. Esta área continua a ser, por enquanto, a que tem maior peso no nosso volume de negócios, desde logo, porque foi a que iniciamos primeiro, antes dos primeiros leilões solares de 2019, e a que teve nos anos subsequentes enorme desenvolvimento. Atuamos como <em>developers</em> destes grandes projetos (solares, eólicos, híbridos e hidrogénio), integrando todos os serviços necessários até à fase <em>ready to build</em> (RtB), lidando e negociando com todas as entidades necessárias e obtendo todas as licenças.</p>
<p>Por outro lado, este mercado está atualmente numa fase em que as oportunidades de acesso à rede elétrica são mais escassas, potenciando operações de M&amp;A. Temos também sido muito procurados para apoiar nestes processos, nomeadamente com a realização de DD Técnicas, Ambientais e de Licenciamento. Para além destes, apostamos muito na área de autoconsumo e comunidades de energia. É fundamental que a produção descentralizada de eletricidade seja massificada, mesmo sem o investimento por parte dos clientes que pode ficar a nosso cargo. Utilizar ao máximo o potencial solar junto dos locais de consumo, com valores de tarifa muito competitivo e com ganhos muito significativos para os nossos clientes contribui para a eletrificação da economia, mas também para o aumento da competitividade das empresas portuguesas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PME Mag. –</strong> <strong>Porquê apostar também na mobilidade elétrica e em novas tecnologias?</strong></p>
<p>M.S. – Na área de mobilidade elétrica estamos a lançar a operação. Somos operadores de Posto de Carregamento (OPC) e estamos numa fase em que assistimos a um fenómeno acelerado de adoção de veículos elétricos por parte da população. As estimativas variam, mas prevê-se que em média, em Portugal, cerca de 30-40% dos novos veículos registados em 2030 sejam elétricos. Isto é uma enorme revolução. Mudamos completamente a forma como utilizamos os nossos veículos e como os dotamos de energia para circular, mudamos os nossos hábitos e temos de adaptar a infraestrutura para fazer face a esta nova realidade. Muitos postos de carregamento terão de ser instalados para fazer face a este crescimento de veículos elétricos e o carregamento público terá um papel fundamental, já que com a massificação prevista nem todos terão a possibilidade de carregar o VE em casa ou no escritório.</p>
<p>Estamos neste momento a negociar com investidores para escalarmos rapidamente o negócio e, por outro lado, com proprietários, investidores imobiliários, promotores e entidades públicas no sentido de obtermos um <em>pipe-line</em> de localizações que potencie o crescimento que projetamos. Estamos ainda muito atentos a novas tecnologias na área de <em>storage</em>. Conseguir armazenar de forma eficiente é fundamental para a estabilidade do sistema elétrico e existem muitas tecnologias em fase de teste que nos interessa aprofundar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PME Mag. –</strong> <strong>De que modo a ÁTOMO Capital Partners apoia as PME em Portugal?</strong></p>
<p>M.S. – Este é um ponto crucial da nossa estratégia, central naquele que é o nosso propósito de contribuir para a descarbonização da economia, aumentando a competitividade das empresas. Os custos com a energia e a adaptação a um novo paradigma energético é essencial para que as PME encarem de forma mais competitiva os desafios do futuro. Atualmente, a produção de energia com recurso a tecnologia solar, por exemplo, é a forma mais barata de se obter a eletricidade necessária para a operação das empresas. É uma oportunidade única podermos antecipar uma transição que veio para ficar e começar a reduzir custos o mais cedo possível. Claro que muitas vezes a gestão financeira das empresas está direcionada para a sua atividade <em>core</em>, havendo pouca disponibilidade para investir em soluções renováveis, mesmo que com retorno financeiro. Nestes casos, o investimento pode ficar também por nossa conta, usufruindo as empresas do benefício, sem custos de investimento.</p>
<p>O que fazemos é conceber a solução de acordo com as necessidades das empresas, implementando, construindo e operando as centrais sem qualquer custo de investimento para os nossos clientes, que terão o benefício de redução dos custos com energia, contribuindo também eles para a descarbonização da economia. Por outro lado, é ainda possível conceber comunidades de energia com o alargamento destes benefícios a outras empresas e entidades próximas, otimizando o dimensionamento destes sistemas. A Átomo posiciona-se como um parceiro fundamental para o aumento da competitividade das PME sem que estas tenham de procurar apoios ou subsídios que sempre tardam, atrasando as decisões, com evidentes custos de oportunidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PME Mag. –</strong> <strong>Qual o balanço dos três anos de atividade da empresa?</strong></p>
<p>M.S. – Fazemos um balanço muito positivo. Desenvolvemos mais de 900MW de projetos, o que corresponderá a cerca de 600 milhões de euros de investimento associado. É claro que o DNA ambicioso e desinstalado da empresa nunca permite que estejamos satisfeitos, nem mesmo quando se supera largamente os objetivos. Tem corrido muito bem e o posicionamento da empresa tem-se revelado adequado ao momento de transição climática que vivemos. A incerteza gera sempre oportunidades, mas o importante é deter o conhecimento necessário para as conseguir aproveitar e fazer com que os nossos clientes e parceiros ganhem com isso. Estamos em tempo de transição e muitos paradigmas estão a mudar, o que gera riscos que muitos não consideraram e outros não esperavam ter de incorporar. Parece-nos, neste contexto, que o imobilismo é bem mais arriscado do que estruturar de forma adequada esta mudança. A transição energética e climática tem custos, claro, mas que estão associados a enormes oportunidades. Nesse sentido, queremos sempre mais e procuraremos aproveitá-las bem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PME Mag. –</strong> <strong>A internacionalização passa pelas perspetivas de futuro da ÁTOMO?</strong></p>
<p>M.S. – Sim, claramente! Este é um momento de transição global, com desafios e oportunidades idênticas em todos os países. Acompanhamos de perto, quer o desenvolvimento tecnológico, quer as mudanças regulatórias globais, o que, com a experiência e capacidade que temos, nos coloca em excelente posição neste setor em diversas geografias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Entrevista a <strong>Miguel Subtil</strong>, publicada na <a href="https://pmemagazine.sapo.pt/a-transicao-energetica-tem-custos-mas-esta-associada-a-enormes-oportunidades-miguel-subtil/" target="_blank" rel="noopener">PME Magazine</a> no dia 19 de Setembro 2023</em></p>
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		<title>Torres de Lisboa com certificado BREEAM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Neuza Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Aug 2023 09:07:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade no Imobiliário]]></category>
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					<description><![CDATA[Este complexo de escritórios gerido pela South tem agora o selo “BREEAM International In-Use: Commercial Version 6”. As torres G e E do centro empresarial Torres de Lisboa, gerido pela South, receberam recentemente a certificação “BREEAM International In-Use: Commercial Version 6”, concedida pela Building Research Establishment (BRE). O BREEAM In-Use atesta o nível de desempenho dos edifícios em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5 class="post-teaser lead">Este complexo de escritórios gerido pela South tem agora o selo “BREEAM International In-Use: Commercial Version 6”.</h5>
<p data-block-key="1aghg">As torres G e E do centro empresarial <b>Torres de Lisboa</b>, gerido pela <b>South</b>, receberam recentemente a certificação <b>“BREEAM International In-Use: Commercial Version 6”</b>, concedida pela Building Research Establishment (BRE).</p>
<p data-block-key="a33up">O BREEAM In-Use atesta o nível de desempenho dos edifícios em termos da sua sustentabilidade em operação, e resulta de uma série de medidas identificadas com o apoio da Átomo Capital Partners, especialista no setor da energia renovável e sustentabilidade.</p>
<p data-block-key="di8a">Em comunicado, a Átomo refere que «<i>o compromisso do proprietário representado pela South com as boas práticas de desempenho operacional das Torres G e E está refletido nas diversas melhorias implementadas nesses ativos, valorizadas no âmbito da certificação BREEAM».</i> Salienta medidas como a <b>otimização da eficiência hídrica dos equipamentos instalados, a modernização das unidades de tratamento de ar, a substituição das caldeiras de aquecimento e a conversão integral da iluminação para tecnologia LED.</b></p>
<p data-block-key="7crk7">Para a <strong>Átomo</strong>,<i> «o nível de desempenho BREEAM Very Good é muito meritório, especialmente considerando a idade e o uso intensivo dos ativos. A certificação obtida posiciona as Torres G e E na linha da frente dos espaços de escritórios da capital, tornando-os elegíveis para albergar empresas com requisitos elevados de sustentabilidade corporativa».</i></p>
<p data-block-key="7eg74">Por seu turno, <strong>Miguel Subtil</strong>, <em>Managing Director</em> da Átomo Capital Partners, reforça que «<i>a nossa equipa conta com técnicos acreditados para certificar qualquer variante dos frameworks LEED /BREEAM e WELL, o que nos permite aconselhar e sugerir aos nossos clientes as estratégias de certificação a adotar que melhor se coadunam com os seus interesses. O nosso acompanhamento é individual e altamente personalizado, de forma a concretizarmos a melhor resposta possível para cada caso concreto».</i></p>
<p data-block-key="6e4b0">O responsável considera que <i>«pela urgência de mudança e preocupação ambiental crescente, faz todo o sentido aplicar referenciais de sustentabilidade, que promovam uma gestão e operação mais eficiente dos ativos, trazendo igualmente benefícios para os proprietários ao favorecerem a sua performance a nível de eficiência e redução de custos operacionais».</i></p>
<p data-block-key="4662e">Comentando esta parceria, a South refere que<i> «com a assessoria e acompanhamento da Átomo Capital Partners obteve para os seus ativos do complexo Torres de Lisboa – Torre G e E a classificação de very good da certificação BREEAM In -Use International Commercial.</i> <i>O BREEAM vai permitir à Southcap valorizar a sua carteira de ativos e torná-los mais competitivos de acordo com as melhores práticas de construção e operação de edifício sustentáveis.</i> <i>Esta parceria entre a Átomo e a South resulta num modelo nesta área em constante evolução e traduz a preocupação crescente da South em assegurar uma gestão sustentável com a criação de ambientes mais saudáveis».</i></p>
<p data-block-key="4662e"><em>Artigo publicado na <a href="https://vidaimobiliaria.com/noticias/escritorios/torres-lisboa-com-certificado-breeam/" target="_blank" rel="noopener">Vida Imobiliária</a> no dia 3 de Agosto 2023</em></p>
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		<item>
		<title>Empresas com propósito. Será que nos está a escapar alguma coisa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Neuza Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jul 2023 16:12:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade no Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
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					<description><![CDATA[Inicialmente, o foco estava apenas no investimento socialmente responsável, que visava evitar práticas “censuráveis” que exploravam recursos humanos ou naturais de forma inaceitável para obter lucro. Essa abordagem de exclusão tornou-se, aliás, uma das estratégias mais usadas ao longo dos anos, trazendo vários benefícios para investidores e credores. No entanto, hoje, bem mais do que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1856" aria-describedby="caption-attachment-1856" style="width: 150px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1856 size-thumbnail" src="https://atomocapitalpartners.com/wp-content/uploads/2023/07/Miguel-Subtil-corte-para-site-150x150.jpg" alt="Miguel Subtil" width="150" height="150" title="Empresas com propósito. Será que nos está a escapar alguma coisa? 7"><figcaption id="caption-attachment-1856" class="wp-caption-text">Miguel Subtil, Managing Director</figcaption></figure>
<p>Inicialmente, o foco estava apenas no investimento socialmente responsável, que visava evitar práticas “censuráveis” que exploravam recursos humanos ou naturais de forma inaceitável para obter lucro. Essa abordagem de exclusão tornou-se, aliás, uma das estratégias mais usadas ao longo dos anos, trazendo vários benefícios para investidores e credores.</p>
<p>No entanto, hoje, bem mais do que ter uma política de exclusão, <strong>é exigido que os negócios tenham um propósito, têm de agir pela positiva, influenciar a mudança, ter impacto positivo.</strong></p>
<p>E parece ser um facto que <strong>as empresas com um propósito têm mais probabilidade de sucesso no mundo moderno</strong>. Isto porque para <strong>além de serem financeiramente viáveis, tais negócios também podem ser socialmente relevantes e por longos períodos de tempo, criando laços fortes de empatia e reconhecimento com todos os <em>stakeholders</em> e não apenas com acionistas, o que influencia positivamente o resultado da empresa por muito tempo.</strong> Propósito e lucro não são, assim, variáveis mutuamente exclusivas, são hoje complementares ao ponto de poderem não existir um sem o outro.</p>
<p>De acordo com diversos estudos recentes, <strong>uma marca que tem um propósito forte aumenta 3 a 4 vezes a possibilidade de conquistar a confiança dos clientes promovendo a sua fidelização</strong> [1]. De acordo com um inquérito da <em>Forrester [2]</em>, por exemplo, mais de 31% dos inquiridos afirmam que <strong>a reputação de social de uma empresa influencia o seu comportamento de compra</strong>. Mas não é tudo: empresas com propósito forte superam a média do mercado em 5% a 7% ao ano, crescem mais rápido e têm mais lucros, segundo um outro estudo realizado pela Harvard Business Review.</p>
<p>Será? Mas como? Porquê?</p>
<p>De acordo com George Serafeim [3] o propósito, de facto, importa. Mas só importa se for bem implementado, com uma orientação <em>top-down</em>, clara, concisa e de forma a que a gestão intermédia da empresa se sinta totalmente integrada.</p>
<p>No seu mais recente livro “Purpose + Profit”, Serafeim detalha alguns destes conceitos que o levam também a afirmar que propósito e resultados são interdependentes. <strong>Empresas orientadas por propósitos, </strong>diz<strong>, têm melhores resultados</strong> – em parte porque <strong>existem maneiras incríveis de usar fatores de sustentabilidade como impulsionadores de negócio</strong>, motivando mais inovação, informando decisões sobre produtos e serviços e também, muitas vezes, porque empresas que se preocupam com essas questões inspiram funcionários que se importam e que assim estão dispostos a dedicar-se e trabalhar mais. <strong>As recompensas para os indivíduos são muito maiores quando eles se sentem orgulhosos do contributo que prestam no seu dia a dia para um propósito em que acreditam.</strong></p>
<p>Na verdade, parece estar a formar-se a ideia de que <strong>uma liderança corporativa com fundamentos de sustentabilidade não é apenas uma nova moda de gestão, mas a única maneira de conseguir gerir um negócio bem-sucedido no longo prazo</strong> [4]. <strong>A Sustentabilidade Corporativa possibilita enormes oportunidades e é assim que deve ser encarada – </strong>reduz o risco, aumenta o valor da marca, aumenta a atração e a retenção de talentos e fornece uma nova lente, uma nova forma de ver o mundo, promovendo inovação que atende às novas necessidades e exigências dos clientes<strong>.</strong> De acordo com o BCSD, haverá pelo menos USD12 triliões de oportunidades disponíveis para empresas que cumpram o ODS da ONU até 2030, e as melhores evidências sugerem que <strong>um forte desempenho de sustentabilidade corporativa gera melhores retornos financeiros no longo prazo</strong> [5].</p>
<p>Esta ideia de uma nova liderança corporativa com foco também em questões ESG é corroborada por um inquérito realizado a CEOs da Fortune 500 onde <strong>apenas 7% dos inquiridos acredita que as suas empresas se devem “focar principalmente em obter lucros e não se distrair com objetivos sociais”</strong> [6].</p>
<p>Um líder, estes líderes, ao pressionarem as suas empresas a definir e viver seu propósito de forma consistente, estão a desafiar o <em>status quo</em> de tal modo que pode ser perturbador e arriscado para os colaboradores e até para os próprios.</p>
<p>Defender essa mudança requer coragem e saber liderar com empatia – o que, de acordo com um estudo da McKinsey [7], significa desenvolver uma ampla visão de futuro que se estenda além do problema imediato, <strong>inspirando e construindo confiança com os outros, encontrando um terreno comum e liderando pelo exemplo</strong>. Estes novos dados sugerem que uma redefinição das normas de liderança pode ser importante à medida que o líder se esforça para definir e viver o propósito da sua organização, que deve ser e demonstrar-se coerente e adequado ao estilo e às ações do próprio líder, da sua equipa de gestão e restantes colaboradores.</p>
<p>Da mesma opinião é Paul Polman, ex CEO da Unilever, ao afirmar que<strong> “a principal razão para qualquer empresa existir é satisfazer as necessidades dos clientes e tornar as suas vidas melhores”</strong>[8]. Estando evidentemente desalinhado com a perspetiva de Milton Friedman segundo a qual a único foco de um líder deveria ser o lucro, será importante salientar que muitos dos pressupostos considerados por Friedman mudaram muito nas últimas décadas.  E é bem possível que agora, para conseguir remunerar adequadamente os acionistas, como pretendia, tenhamos de encarar como sérias muitas questões, como o propósito da companhia, outrora consideradas meras distrações.</p>
<p>Não será um caminho fácil, almejar o sucesso de longo prazo, mais sustentável e menos volátil, sobretudo com a exigência voraz de resultados a curto prazo, se possível trimestrais.</p>
<p>Paul Polman, citando Peter Drucker relembra-nos, no entanto, que <strong>“o lucro para uma empresa é como o oxigénio para uma pessoa. Se não se tem o suficiente, está-se fora de jogo. Mas se pensarmos que o propósito da nossa vida é respirar, está a escapar-nos alguma coisa”.</strong></p>
<p>Será que nos está a escapar alguma coisa?</p>
<p>[1] Forbes, 2023</p>
<p>[2] Empresa norte-americana de pesquisa de mercado</p>
<p>[3] George Serafeim – Professor of Business Administration at Harvard Business School, onde lidera o Climate and Sustainability Impact AI Lab.</p>
<p>[4] “All in: the future of business leadership”, David Grayson et al, 2018</p>
<p>[5] “The Impact of Corporate Sustainability on Organizational Processes and Performance”, Harvard Business School, Robert G. Eccles, Ioannis Ioannou, and George Serafeim, 2016</p>
<p>[6] Fortune, May 2019</p>
<p>[7] Answering society’s call: A new leadership imperative, 2019</p>
<p>[8] “Net Positive: How courageous companies thrive by giving more than they take”, Paul Polman et al., 2021</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Artigo de Opinião de <strong>Miguel Subtil</strong>, Managing Director da Átomo Capital Partners, publicado no <a href="https://executivedigest.sapo.pt/opiniao/empresas-com-proposito-sera-que-nos-esta-a-escapar-alguma-coisa/" target="_blank" rel="noopener">Executive Digest</a> no dia 27 de Julho 2023.</em></p>
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